Capacitação reúne profissionais de diversos estados e amplia estratégias de prevenção e resposta a crimes no ambiente digital

A Secretaria da Segurança Pública (SSP), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), iniciou a 38ª edição do Curso de Inteligência. A capacitação, que tem como público-alvo profissionais da área de inteligência de segurança pública dos estados, da União e outros que atuam ou apoiam o Subsistema de Inteligência de Segurança Pública, teve início nesta segunda-feira (13), no Quartel do Comando-Geral do Corpo de Bombeiros Militar (CBM).
O evento conta com a participação de 40 alunos. Destes, 21 são do estado de Sergipe, entre as forças de segurança estaduais e a Polícia Rodoviária Federal, e os demais são oriundos de outros estados e também de forças federais.
De acordo com o coronel Marcelo Rocha, representante do Serviço de Inteligência da SSP, o curso tem como objetivo preparar os operadores para atuar no ambiente virtual, realizando a coleta de informações necessárias ao desenvolvimento das atividades de segurança. “A ideia é qualificar os profissionais para o assessoramento tanto das ações de polícia ostensiva quanto da polícia judiciária, além das demais atividades de inteligência”, destacou.

A capacitação, conforme evidenciou a diretora da Divisão de Inteligência da Polícia Civil, Mayra Moinhos, está alinhada à necessidade constante de utilização da tecnologia no enfrentamento às práticas criminosas. “A internet permite que um indivíduo, de qualquer lugar do país, faça vítimas em diversos estados, o que exige uma resposta integrada das forças de segurança. Por isso, é essencial promover esse contato direto entre os profissionais, permitindo que se conheçam e saibam a quem recorrer em situações que demandem atuação conjunta”, enfatizou.
O major Ferreira também realçou a importância de aplicar a inteligência na elucidação de práticas criminosas. “Vivemos um cenário de constantes transformações, com aumento das ameaças no ambiente digital, o que exige uma atuação cada vez mais qualificada das forças de segurança. Esse curso vem justamente para fortalecer essa capacidade, ampliando o conhecimento técnico e proporcionando melhores condições de resposta diante das ações criminosas”, avaliou.
No tocante ao CBM, o major André Melo explicou que a atividade de inteligência não é exclusiva das polícias. “No nosso caso, a inteligência subsidia a tomada de decisões dentro da corporação, a partir da análise de dados e informações levantadas em diversas frentes de atuação. Trabalhamos com informações provenientes de ocorrências, levantamentos de áreas de risco e outros dados operacionais, o que permite planejar ações mais eficazes e seguras”, detalhou.
Ainda reiterando a importância da atuação orientada à inteligência, a subcomandante da corporação enfatizou o caráter essencial da capacitação para as ações de segurança pública. “Com essa formação, saímos mais preparados para enfrentar os desafios atuais. Todas as forças de segurança ganham, e quem mais se beneficia é a sociedade. Parabenizo todos os envolvidos na realização do curso e tenho certeza de que será mais uma capacitação de grande proveito para as instituições e para a população”, ressaltou a coronel Maria Souza.
Cronograma
As instruções relativas à 38ª edição do Curso de Inteligência Cibernética, que tiveram início nesta segunda-feira no QCG do CBM, seguem até a próxima sexta-feira (17). A partir desta terça-feira (14), a capacitação será realizada na Academia de Polícia Civil (Acadepol).





