Grupo investigado por tráfico interestadual e lavagem de dinheiro é alvo de operação da FICCO/SE

Operação Indumentum II cumpriu mandados de prisão e busca em SE, BA, AL, PB e MG após investigações apontarem movimentação de aproximadamente R$ 32 milhões pelo grupo criminoso

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Sergipe (FICCO/SE), composta por forças federais e estaduais de segurança pública, deflagrou, na manhã desta terça-feira, 26, a Operação Indumentum II, com cumprimento de mandados judiciais em Sergipe e outros quatro estados contra um grupo investigado por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro. Ao todo, foram executados 11 mandados de prisão temporária, 14 mandados de busca e apreensão, além de medidas de bloqueio de bens e ativos financeiros.

As ações ocorreram simultaneamente nos municípios de Aracaju, Nossa Senhora do Socorro, Tobias Barreto e Barra dos Coqueiros, em Sergipe, além das cidades de Montes Claros (MG), Ribeira do Pombal (BA), João Pessoa (PB) e Maceió (AL). Entre as medidas patrimoniais determinadas pela Justiça está a indisponibilidade de uma fazenda localizada em Minas Gerais.

As investigações tiveram início em abril de 2025, durante a primeira fase da Operação Indumentum, quando foi identificada a atuação de um grupo criminoso voltado à distribuição de entorpecentes, principalmente crack e maconha. A partir da coleta de provas e do aprofundamento das apurações, outros integrantes da organização criminosa foram identificados, incluindo suspeitos de participação direta no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro.

O delegado do Departamento de Narcóticos (Denarc), Rafael Kaufer, destacou que a operação representa um avanço nas investigações contra organizações criminosas com atuação interestadual. “A partir da coleta de material e elementos probatórios durante a primeira fase, conseguimos identificar outros integrantes da organização criminosa que atuavam não só na lavagem de dinheiro, mas também diretamente no tráfico de drogas”, afirmou.

No decorrer das investigações, os policiais identificaram indícios de ocultação e dissimulação de valores provenientes das atividades ilícitas, com utilização de contas bancárias de terceiros e realização de depósitos fracionados para dificultar o rastreamento financeiro pelas forças de segurança.

As apurações também identificaram incompatibilidade entre a renda declarada por um dos investigados e o patrimônio localizado pelas equipes policiais, incluindo imóvel em condomínio de alto padrão e veículos de luxo.

Segundo os levantamentos realizados pelas forças de segurança, o grupo movimentou aproximadamente R$ 32 milhões entre os anos de 2021 e 2025.

Ainda conforme Rafael Kaufer, o foco das investigações também está no enfraquecimento financeiro das organizações criminosas. “As investigações voltadas à lavagem de dinheiro e às medidas cautelares patrimoniais têm se mostrado cada vez mais eficazes no enfrentamento ao crime organizado”, ressaltou.

O chefe da Assessoria de Comunicação da Polícia Militar de Sergipe, tenente-coronel Alysson Cruz, destacou a importância da integração entre as forças de segurança que compõem a FICCO/SE. “A Polícia Militar, por meio do 1º Batalhão, do 5º Batalhão e do Bope, atuou de forma integrada com a Polícia Federal, Polícia Civil e Polícia Penal. Essa união de esforços, com compartilhamento de informações, técnicas e inteligência, é fundamental para o combate qualificado ao crime organizado”, explicou.

O oficial também ressaltou que o tráfico de drogas possui ligação direta com outras práticas criminosas, o que reforça a necessidade de atuação conjunta entre os órgãos de segurança pública. “Cada força atua dentro da sua expertise, seja na atividade investigativa, operacional ou de inteligência. Essa integração fortalece os resultados das operações e amplia a capacidade de resposta do Estado no enfrentamento às organizações criminosas”, acrescentou.

A operação contou com apoio do Departamento de Narcóticos da Polícia Civil (Denarc), do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope), do 1º e 5º Batalhões da PMSE e do Grupo Tático Operacional da Polícia Penal (GTOP).

Operação Indumentum

O nome da operação faz referência ao mecanismo inicialmente identificado para lavagem de dinheiro, realizada por meio de uma loja de roupas utilizada pela organização criminosa.

A FICCO/SE é composta por integrantes da Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e da Secretaria Nacional de Políticas Penais, atuando de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado.

Fonte: Comunicação Social da Polícia Federal em Sergipe
Atualizada às 12h51, 26/05/2026.

Última atualização: 26 de maio de 2026 13:11.

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