Mais da metade é referente às pessoas trans que foram vítimas de crimes em razão de identidade de gênero

A Polícia Civil conta com uma unidade especializada para o atendimento às vítimas de violência em razão da identidade de gênero. Dentre as delegacias que forma o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV), está a Delegacia de Atendimento a Crimes Homofóbicos, Racismo e Intolerância Religiosa (Dachri).
Em Aracaju, apenas até o mês de outubro deste ano, foram registrados 50 procedimentos policiais relacionados à violência contra as pessoas LGBTQIA+, dos quais 30 tiveram como vítimas pessoas transexuais.
A delegada Meire Mansuet destacou que os casos envolvem tanto violência física, quanto violência psicológica. “A violência física ainda constitui o numero expressivo das notificações, assim como o preconceito e discriminação que são cometidos pelas redes sociais. Essa prática feita pela internet, agora é classificada como racismo em razão de identidade de gênero e orientação sexual”, enfatizou.
Meire Mansuet ressaltou que a equipe da unidade policial está capacitada para atender os casos envolvendo pessoas transexuais na capital. “Estamos em constante aperfeiçoamento, com cursos ministrados aos policiais com foco no atendimento dos grupos vulneráveis e estamos à disposição 24 horas”, salientou.
As vítimas podem procurar a sede do DAGV, localizada na rua Itabaiana, 258, no Centro de Aracaju, para formalizar o registro do fato. O DAGV também dispõe do telefone (79) 3205-9400. Além disso, as denúncias podem ser feitas, por qualquer pessoa, por meio do telefone 181. A Polícia Militar também pode atender os casos de flagrante por meio do telefone 190.





