Entorpecentes estavam sendo transportados em caminhão
Como resultado de investigações conduzidas pela Divisão de Narcóticos da Delegacia Regional de Lagarto, uma carga de 52 kg de drogas foi apreendida na tarde dessa segunda-feira (31).
A ação policial também resultou na prisão de dois investigados por tráfico de drogas, após levantamento de informações sobre um veículo que estaria transportando a droga e sobre o possível local de entrega do material.
Os policiais visualizaram um caminhão e deram ordem de parada. Com as buscas, foram encontrados 45kg de cocaína, em sacos plásticos, e mais 7kg de crack.
“É, sem dúvidas, uma grande apreensão, com prejuízo altíssimo para os traficantes. Embora apenas parte da droga tivesse como destino Lagarto, o contexto denota que a cidade está inserida em uma grande rede de tráfico de drogas e a Polícia Civil está atenta a essa movimentação”, destacou o delegado Paulo Cristiano.
A Polícia Civil reforça que a população pode contribuir com a elucidação de crimes e localização de suspeitos de ações criminosas por meio do Disque-Denúncia, no telefone 181. O sigilo do denunciante é garantido.
Parte dos aparelhos foram encontrados no estado de Alagoas nesta terça-feira (01)
Policiais civis da Delegacia Regional de Propriá apreenderam quatro aparelhos celulares que foram subtraídos de vítimas e identificaram os autores dos crimes. A ação policial foi divulgada nesta terça-feira (01).
De acordo com relato policial, após as vítimas realizarem um boletim de ocorrência, as investigações foram iniciadas, o que resultaram na recuperação dos aparelhos roubados, sendo algum deles encontrados no estado de Alagoas.
Desta forma, a polícia contactou as vítimas para a devolução de seus bens. Já os criminosos, foram indiciados pelos crimes e responderão processo criminal na Justiça.
O delegado Marcos Carvalho, que esteve à frente da investigação junto à equipe policial, ressalta a importância do registro de boletim de ocorrência na delegacia e a utilização do Disque-Denúncia da Polícia Civil, por meio do número 181.
Homem atuava com tráfico de drogas e tem envolvimento com homicídios
Uma ação conjunta entre as Delegacias Regionais de Carira e Itabaiana, 3º Batalhão da Polícia Militar (3º BPM) e Companhia Independente de Operações Policiais em Área de Caatinga (Ciopac) resultou na localização de Valdemilson Oliveira da Silva, conhecido como “Bilunga”. Ação policial que ocorreu em Carira foi divulgada nesta segunda-feira (31).
De acordo com as informações policiais, o indivíduo já vinha sendo investigado por tráfico de drogas ilícitas e homicídio. As equipes policiais fizeram diligências e constataram que o investigado atuava em associação com outros suspeitos em Itabaiana e Frei Paulo.
Na ação policial, Valdemilson disparou contra os policiais quando as equipes tentavam efetuar a prisão em flagrante. Na troca de tiros, ele acabou sendo atingido, foi socorrido, encaminhado para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito.
Segundo o delegado de polícia Eurico Nascimento, o investigado havia saído recentemente do sistema prisional, onde cumpriu pena de oito anos de reclusão. “Com os crimes na região, ele passou a ser monitorado pelas equipes policiais durante diligências”, detalhou.
Conforme a apuração policial, o homem, ao sair da unidade prisional, adquiriu uma pistola e furtou duas outras armas na cidade de Carira, sendo que uma delas foi utilizada no confronto com os órgãos de segurança pública.
“Ao se embriagar em bares, ameaçava armado as pessoas e fazia disparos em via pública nos finais de semanas. Achando pouco, arquitetou um plano para executar um empresário local simplesmente pelo fato dele ter parentesco com o crimunoso e ter crescido financeiramente sem o ter ajudado”, acrescentou.
Em seguida, por disputa de tráfico de drogas, o investigado ainda trocou tiros com outro homem, identificado como Genildo Correia da Silva, “Ninho”. “Em razão desse fato, Valdemilson executou a tiros Valdemir da Silva, que era o parceiro de “Ninho” na venda de drogas, o que iniciou uma disputa por locais de tráfico”, complementou o delegado.
O fato resultou em outra morte. “Levou à execução de Valdenes de Souza Nascimento, o “Galeguinho”, que possuía mandado de prisão preventiva. Este, acompanhado de Valdemilson, ao se embriagar, praticou uma tentativa de homicídio”, revelou Eurico Nascimento.
Ainda segundos relatos de populares, Valdemilson postava no status em suas redes sociais dizendo que tinha uma lista de desafetos que morreriam e que atentaria contra a vida de agentes de segurança pública que tentassem prendê-lo. Ele chegou a ameaçar a própria mãe e também apontou uma arma de fogo contra a própria irmã.
Policiais da Delegacia Regional de Nossa Senhora da Glória e Companhia Independente de Operações Policiais em Área de Caatinga (Ciopac) participaram de uma instrução de retenção e contra retenção com arma de fogo. O curso ocorreu na tarde dessa quinta-feira (30).
O objetivo do curso foi aprimorar o combate corporal aproximado e desenvolver técnicas imprescindíveis para a atividade policial. O curso também auxiliou o operador de segurança pública com técnicas avançadas de defesa para proteger o armamento de forma eficaz. Os alunos consideraram o curso como sendo de alto nível e com instrutor altamente capacitado.
O curso foi ministrado pelo soldado Fabrício dos Santos Oliveira, que tem oito anos de atividade em rua, já fez o Curso de Operações Policiais em Área de Caatinga; é Faixa preta de Jiu Jitsu há 12 anos com mais de 17 anos de prática e é professor de Muaythai;
O soldado Fabrício dos Santos Oliveira também é instrutor-chefe da Escola de Jiu Jitsu Gracie Barra Coroa do Meio (Aracaju-SE); Lutador profissional de MMA desde 2009 com 21 lutas profissionais; e tem Curso de Retenção e Combate com Lâminas com Felipe Rodrigues (2021).
Conscientização sobre a importância da denúncia tem aumentado o número de registros de ocorrências nas delegacias
Os crimes de importunação sexual apresentaram aumento no número de casos no Brasil e totalizaram 441 ocorrências nos últimos dois anos em Sergipe. Os dados são do Anuário Brasileiro da Segurança Pública de 2022, publicação feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgada na última terça-feira (28).
Conforme o levantamento do Anuário Brasileiro da Segurança Pública de 2022, em 2020 foram registradas 187 ocorrências. Em 2021, esse número aumentou para 254 casos. Com o aumento de 67 casos em relação ao ano passado, a taxa por 100 mil habitantes em Sergipe passou para 34,7.
Segundo a delegada Marcela Souza, da Delegacia de Atendimento a Grupos Vulneráveis de Lagarto, o crime de importunação sexual foi instituído em 2018. “É a prática de ato libidinoso contra a vontade de uma pessoa. Antes o que existia era uma contravenção penal com multa. Agora há uma pena de reclusão de um a cinco anos”, ressaltou.
Conforme enfatizou a delegada, condutas sem o consentimento da vítima são consideradas crime de importunação sexual. “Qualquer ato libidinoso de aproximação, de um toque na parte íntima de uma mulher, de um avanço na dignidade sexual dela, na liberdade dela, sem a permissão dessa mulher”, acrescentou.
Marcela Souza considerou que o aumento no número de casos se deve à conscientização para que as vítimas denunciem. “O aumento das denúncias se deve ao fato da mulher estar mais alerta, com as campanhas publicitárias, governamentais e a própria mídia debatendo o tema. As mulheres estão tendo mais coragem de denunciar”, enfatizou.
A delegada reforçou a necessidade da denúncia. “Qualquer mulher vítima do crime de importunação sexual pode denunciar de forma anônima pelo 181, pelo 190 ou pelo 180. A mulher também pode procurar a delegacia mais próxima de sua casa, contar o que aconteceu e fazer o boletim de ocorrência”, orientou.
Em Aracaju, há o Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) que funciona em regime de plantão 24h. Há delegacias especializadas nas cidades de Barra dos Coqueiros, Estância, Itabaiana, Lagarto, Nossa Senhora do Socorro, Nossa Senhora da Glória, Propriá e São Cristóvão. As denúncias também podem ser registradas nas delegacias próximas da residência da vítima.
Retirada dessas armas ilegais impacta na redução dos crimes de roubos e de homicídios
Em Sergipe, nos últimos dois anos, foram apreendidas 4.480 armas de fogo ilegais durante as ações de abordagens e operações policiais deflagradas tanto na capital, quanto no interior do estado. Os dados são do Anuário Brasileiro da Segurança Pública de 2022, publicação feita pelo Fórum Brasileiro da Segurança Pública (FBSP), divulgado na última terça-feira (28).
De acordo com o levantamento, em 2020, as forças de segurança pública de Sergipe apreenderam 2.357 armas de fogo que estavam circulando ilegalmente pelo estado. No ano seguinte, 2021, outros 2.123 armamentos foram apreendidos durante as abordagens e operações deflagradas pelas polícias Civil e Militar nos 75 municípios de Sergipe.
O delegado-geral, Thiago Leandro, reforçou que o porte ou a posse ilegal de arma de fogo é crime. “Ser encontrado armado, sem uma autorização, é crime e não mais uma contravenção penal já há um bom tempo. A maioria das armas apreendidas no estado estavam nas mãos de pessoas que cometeram crimes e geralmente vêm ilegalmente de outros países”, revelou.
O comandante da Polícia Militar, coronel Marcony Cabral, destacou que a retirada das armas de fogo ilegais das ruas contribui para a redução de diversos tipos de crimes na capital e no interior do estado. “As apreensões fazem parte das ações preventivas e repressivas das nossas polícias. Esses armamentos são apreendidos em abordagens e as apreensões evitam roubos e homicídios”, enfatizou.
As armas de fogo apreendidas em Sergipe também são encaminhadas para perícia. O Instituto de Criminalística (IC) conta com o setor de balística forense, onde os peritos criminais estão preparados para precisar o calibre das armas e se os armamentos foram utilizados em crimes que já estão em investigação nas delegacias e unidades especializadas da Polícia Civil em Sergipe.
Os latrocínios, que são os roubos que têm como consequência a morte, apresentaram uma queda de 41,2% na taxa da incidência desse tipo de crime em Sergipe. Os dados foram apresentados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022, publicação feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), e divulgada na última terça-feira (28).
De acordo com os dados do FBSP, Sergipe apresentou a segunda maior redução da taxa de latrocínios entre 2020 e 2021. Conforme o levantamento, enquanto que, no ano de 2020, foram registradas 27 ocorrências, no ano seguinte, 2021, aconteceram 16 casos de latrocínio. As taxas são verificadas a cada 100 mil habitantes.
Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022, Sergipe apenas ficou atrás do Tocantins em termos de redução da taxa percentual da incidência de latrocínios entre os estados brasileiros. O marco positivo é fruto do trabalho integrado entre as polícias Civil e Militar, junto à Coordenadoria Geral de Perícias (Cogerp).
O comandante da Polícia Militar, coronel Marcony Cabral, considera os dados como marco positivo para a segurança pública da população sergipana. Na oportunidade, ele também ressaltou: “mas sabemos que precisamos reduzir cada vez mais os índices de criminalidade em nosso estado, com o foco sempre na preservação da vida de nossa população”.
O delegado-geral, Thiago Leandro, ressaltou que a meta da segurança pública é continuar diminuindo os crimes contra a vida, como os latrocínios. “É um crime difícil de ser investigado, mas a nossa orientação é reforçar as apurações policiais e encontrar os autores desses crimes”, pontuou.
Combate ao tráfico de entorpecentes reduz casos de roubos e homicídios
No enfrentamento ao tráfico de drogas, Sergipe contabilizou 2.322 prisões em dois anos – 2020 e 2021. Os dados foram verificados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgados no Anuário Brasileiro da Segurança Pública de 2022, que foi publicado na última terça-feira (28).
O delegado André Davi, diretor do Denarc, ressaltou que o tráfico de drogas impacta diretamente nas ocorrências de diversos outros crimes pelo país. “As disputas territoriais pelas áreas de venda dos entorpecentes geram conflitos entre grupos rivais e colocam a população em risco”, reiterou.
O coronel Marcony Cabral, comandante da Polícia Militar, também mencionou que, visando à diminuição de outros crimes, as polícias estão atuando em conjunto no combate ao tráfico de drogas. “Na busca pelos entorpecentes ou por dinheiro para comprá-los, há roubos e homicídios. Por isso, estamos atuando no combate ao tráfico de drogas”, ressaltou.
Nesse trabalho, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) reforçou unidades especializadas como o Departamento de Narcóticos (Denarc) e o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), assim como criou Forças Táticas e reforçou o Grupamento Especial Tático de Motos (Getam).
As forças de segurança pública de Sergipe têm feito diversas operações que abrangem tanto o combate aos pontos de vendas de drogas, quanto à desarticulação de grandes grupos criminosos. As unidades das polícias Civil e Militar deflagraram operações como a Vox Populi, Agreste sem Medo e Double Check no enfrentamento ao tráfico de drogas.
Com as prisões por tráfico de drogas e apreensões de entorpecentes, o material ilícito é encaminhado para o Laboratório de Química Forense do Instituto de Análises e Pesquisas Forenses (IAPF), onde é analisado. Os peritos fazem a identificação do entorpecente e os laudos robustecem as evidências da prática do tráfico de drogas.
Estado foi o que mais diminuiu casos na região Nordeste
Com uma redução de 20,5% entre os anos de 2020 e 2021, Sergipe registrou a segunda maior queda na taxa de mortes violentas intencionais no Brasil. Os dados foram verificados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022. A publicação é a mais conceituada do país e é feita pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A edição deste ano foi publicada na última terça-feira, 28 de junho.
De acordo com o levantamento do FBSP, entre os 26 estados e o Distrito Federal, apenas o estado do Acre ficou à frente de Sergipe no que se refere às maiores reduções de mortes violentas intencionais. Conforme os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2022, enquanto em 2020 foram 988 mortes, em 2021 foram 792. No comparativo, houve a redução da taxa em 20,5%. As taxas são contabilizadas a cada 100 mil habitantes.
A redução na taxa de mortes violentas intencionais em Sergipe é fruto do trabalho integrado entre as polícias Civil e Militar, junto aos exames e laudos periciais emitidos pela Coordenadoria Geral de Perícias. O trabalho envolve tanto as ações de abordagens e operações, com apreensões de drogas e de armas de fogo, como as investigações que resultam no cumprimento de mandados de prisão.
O comandante da Polícia Militar, coronel Marcony Cabral, destacou que a diminuição das mortes violentas intencionais também é resultado do trabalho dos servidores da segurança pública. “Não se chega a uma marca de redução de mortes violentas sem que os profissionais estejam realmente fazendo seu trabalho. É importante citar também fatores como a tecnologia e a inteligência policial”, enfatizou.
O delegado-geral da Polícia Civil, Tiago Leandro, relembrou que as mortes violentas intencionais também têm ligação com outros crimes, como o tráfico de drogas. “O DHPP e o Denarc atingiram marcos recordes em suas áreas de atuação. Tivemos diversas apreensões de drogas e prisões tanto de traficantes quanto de homicidas. Como os crimes estão relacionados, conseguimos essas reduções”, pontuou.
Policiais civis e militares participam da operação que teve início no dia 27 de julho em todo o país
Em Sergipe, as polícias Civil e Militar também estão participando da Operação Narco Brasil 2022, que é uma ação integrada de combate a crimes relacionados ao tráfico de drogas e também focada na incineração dos entorpecentes. A operação é desenvolvida pela Secretaria de Operações Integradas (Seopi), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Além das polícias estaduais, a operação também conta com a participação Polícia Rodoviária Federal (PRF). A operação ocorre entre os dias 27 de junho e 6 de julho em todo o Brasil.
O objetivo da operação é reprimir os delitos relacionados ao tráfico de drogas em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), em alusão ao Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas, comemorado em 26 de junho. A coordenação nacional da operação é feita pela Seopi e, no nível estadual, pelas respectivas secretarias da segurança pública das unidades federativas.
A incineração das drogas que ocorre no âmbito da operação será de entorpecentes que foram apreendidos em ações anteriores à Operação Narco Brasil, levando em consideração que o procedimento depende de autorização judicial e outros trâmites burocráticos e verificação de logística. Com isso, a incineração ocorrerá nos estados que assim se manifestarem a fazê-lo.
Em Sergipe, a Operação Narco Brasil também está em andamento. O Departamento de Narcóticos (Denarc), da Polícia Civil, apreendeu maconha, crack e cocaína durante uma ação policial no bairro Santa Maria, em Aracaju. Com a ação policial, mais um ponto de venda de drogas foi fechado, desta vez no bairro com maior concentração populacional da Zona Sul da capital sergipana.
Balanço de 2021
Na edição de 2021, a Operação Narco Brasil alcançou em torno de 3,7 mil municípios com um efetivo de 74,7 mil policiais e apreensão de 133 mil quilos de drogas: cocaína (12,1 mil kg), crack (7 mil kg), haxixe (75 kg), maconha (88,2 mil kg), skank (3 mil kg) e drogas sintéticas (22,5 mil kg). Quanto a insumos para a fabricação de drogas foram apreendidos 495 kg. O total de drogas incineradas foi de 272.895 kg. A operação também resultou na prisão de 9.152 pessoas e apreensão de armas (3.052), munições (22.021), veículos (3.296), 115,7 mil em moeda estrangeira, R$ 4,4 milhões e 876 menores apreendidos. Também foram cumpridos 3.375 mandados de busca e apreensão domiciliar, 110 mandados de busca e apreensão de menor infrator e 2.249 mandados de prisão.